Muitos dos nossos maiores erros surgem quando somos obrigados a fazer coisas para as quais não estamos motivados ou coisas que, sinceramente, não nascemos para fazer. Se me avaliarem pela minha destreza em trabalhos manuais recebo nota negativa, certamente. Do mesmo modo, se eu avaliar alguém pela sua capacidade de voar, o resultado será semelhante.
Aqui a questão principal é: acreditar e fazer aquilo que gostamos. Quando não o podemos fazer profissionalmente, façamo-lo enquanto hobbie. Quando não podemos subir a montanha, caminhemos na planície. Mas nunca, salvo raras excepções, nos permitamos deixar de acreditar.
Porque é o acreditar que nos renova a esperança. É a esperança que nos guia. É o que nos faz continuar quando tudo o resto nos diz para desistir. É o nosso combustível quando o tempo joga contra nós. É a nossa maior aliada quando as portas nos são fechadas na cara e os tapetes puxados mesmo debaixo dos nossos pés.
Todos nós somos bons em alguma coisa mas não somos todos bons no mesmo. O importante é encontrarmos aquilo que realmente nos motiva, nos apaixona, nos impulsiona. Porque, meus amigos, nunca vi ninguém ser criticado em algo que faz com paixão. Pode haver arestas a limar, mais treino para fazer, mais concentração a trabalhar mas a paixão está lá e o empenho também. E, apesar de existirem sempre críticas e possibilidade de melhorarmos, há duas coisas que não podemos descurar: uma delas é ver se realmente a opinião que ouvimos dos outros importa para alguma coisa (normalmente descobrimos que não). E a outra é ponderar se a crítica é construtiva ou uma mera crítica com o intuito de nos fazer desistir.
Quando soubermos separar as águas estamos prontos para deixar fluir o que nos vai na alma. Empenharmo-nos ainda mais. Arregaçar as mangas e dizer: "é este o caminho, é isto que eu quero e é isto que eu vou fazer". Atitude, meus amigos. Atitude! É o que distingue muitos de nós.
Descubram o que querem e lutem. Rodeiem-se de pessoas que gostem e realmente acreditem em vocês. Coloquem empenho e coração naquilo que fazem. Coloquem energia positiva e persistência. Bastante resiliência. No final de contas, terão menos críticas negativas e uma alma mais serena.
Terão aquilo que muitos passam a vida a querer sem nunca encontrar: a felicidade de realizar aquilo que sonharam. A felicidade de serem bons naquilo que nasceram para ser. A felicidade de serem cada vez melhores no caminho que escolheram e, para o qual, tanto trabalharam.
E nada, nada vale mais a pena do que um coração a bater feliz quando saber para onde quer ir.

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